Descrição:
A Bahia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada ao sul da região Nordeste e é o estado que mais faz divisa com outras unidades da Federação, possuindo um total de oito estados limítrofes, a saber: Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Piauí (N); Tocantins e Goiás (O); Minas Gerais e Espírito Santo (S). Ao leste, possui divisa com o Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 567.692,669 km², sendo pouco maior que a França. A Bahia é o estado mais rico e com maior exploração do turismo, de todo o nordeste.
A capital é Salvador e os outros principais centros urbanos são as cidade de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Juazeiro (integrante do Pólo Petrolina e Juazeiro), Camaçari (integrante da Grande Salvador), Itabuna, Alagoinhas, Jequié, Lauro de Freitas (integrante da Grande Salvador), Porto Seguro, Barreiras, Teixeira de Freitas, Simões Filho (integrante da Grande Salvador) e Paulo Afonso.
É o estado brasileiro com maior número relativo de negros e mulatos e o que possui maior influência da cultura africana: a música, culinária, religião e o modo de vida de sua população apresentam grande contribuição dos escravos africanos.
Foi na Bahia, na região de Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, que a frota de Pedro Álvares Cabral chegou, em 1500, marcando o descobrimento do Brasil. Em 1º de novembro de 1501, o navegante genovês Américo Vespúcio descobriu a baía de Todos os Santos. A povoação formada nessas margens tornou-se a primeira sede do governo-geral, com Tomé de Sousa chegando em 1549 para ocupar o cargo.
É conhecida como a "A terra da felicidade", isso por causa de sua população alegre e festiva, fatos que contribuem para o seu alto potencial turístico.
Apesar de ter a sexta maior economia do Brasil, com o PIB superior a 90 bilhões de reais, são cerca de 6,6 mil reais de PIB per capita, valor que não corresponde à realidade. A renda é mal distribuída, o que se reflete no IDH: 0,742 em 2005, o nono pior do Brasil, equivalente ao IDH de 2005 do Sri Lanka, que é o 99º do mundo com 0,743. Além do IDH, reflete também na esperança de vida de 71,4 anos, 12º em 2005 no Brasil, na mortalidade infantil de 34,5 mortes em 2007-2008 a cada mil nascidos, 7º pior do Brasil, e no analfabetismo de 15% da população baiana,8º pior do Brasil em 2006.
Colonização portuguesa
Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada em 1534. Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.
Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia centrada no comércio com dezenas de engenhos instalados na vasta região do Recôncavo.
Palácio da Aclamação, em Salvador.
Palácio da Aclamação, em Salvador.
O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d'Ávila, respectivamente - promotores da ocupação de seu território.
Invasões holandesas
Ver artigo principal: Invasões holandesas
Ingleses e holandeses atacaram a Bahia no século XVII. Salvador chegou a ficar sob domínio holandês entre 1624 e 1625, mas foi retomada pelos portugueses. Os holandeses chegaram à capital baiana com inúmeras embarcações e mais de 3600 soldados. Salvador, que não recebeu reforço, tinha apenas 80 militares, que debandaram com a maioria da população na iminência do ataque. Os holandeses chegaram à praça deserta, exceto pelo governador, que segurava a espada em riste prometendo defender a cidade até a morte. Foi detido.
No Recôncavo, organizado nas pequenas vilas, prepararam a reação, com ajuda e empenho do Arcebispo da Bahia. Nova invasão ocorreu em 1638, período em que Nassau dominava boa parte do Nordeste, mas foi fortemente repelida.
Em 1798 foi cenário da Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Bahiense - movimento pouco difundido, mas com repressão superior àquela da Inconfidência Mineira: seus líderes eram negros instruídos (os alfaiates João de Deus Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas do Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens) associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto e Aguilar Pantoja), mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799.
Independência
Ver artigo principal: Independência da Bahia
Mesmo após a declaração de independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas, até à rendição destes, ocorrida no dia 2 de julho de 1823. Por essa razão a data é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência da Bahia.
[editar] Outras revoltas
Com a independência do Brasil, os baianos exigiram maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa, organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo central. Foi o caso da Federação do Guanais, levante de 1832.
Em 1834, a Bahia foi palco da Revolta dos Malês (como eram conhecidos os escravos africanos islamizados), tida como a maior revolta escrava da história do Brasil. Com a República ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912. A Bahia contribuiu ativamente para a história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.
A Bahia é o quinto estado do país em extensão territorial e equivale a 36,3% da área total do Nordeste brasileiro e 6,64% do território nacional. Da área de 564.692,67 km², cerca de 68,7% encontram-se na região do semi-árido, enquanto o litoral sendo o maior do Brasil, mede 1.183 km, abriga muitos tipos de ecossistemas, favorecendo a atividade turística por sua rara beleza.
Seu território está situado na fachada atlântica do Brasil. O relevo é caracterizado pela presença de planícies, planaltos, e depressões e as formas tabulares e planas (chapadas, chapadões, tabuleiros). As altitudes da Bahia são modestas, de modo geral: o território baiano possui uma elevação relativa, já que 90% de sua área está acima de 200 metros em relação ao nível do mar.
Os pontos mais elevados (culminantes) na Bahia são o Pico do Barbado, com 2.033,3 metros, localizado na Serra dos Barbados, entre os municípios de Abaíra e Rio do Pires e o Pico das Almas, com 1.836 metros, localizado entre os municípios de Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas, na Serra das Almas.
O planalto e a baixada são as suas duas grandes unidades morfológicas bastante caracterizadas.
Os chapadões e as chapadas presentes no relevo mostram que a erosão trabalhou em busca de formas tabulares. Um conjunto de chapadões situados a oeste recebe, na altura do estado, o nome de Espigão Mestre.
Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da Chapada Diamantina, da serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais, indo até o norte do estado, e a própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semi-árido, localizado no sertão brasileiro, caracterizado por baixas altitudes.
O relevo que pedromina o estado baiano é a depressão.
As planícies estão situadas na região litorânea, onde a altitude não ultrapassa os 200 metros. Ali, surgem praias, dunas, restingas e até pântanos. Quanto mais se anda rumo ao interior, mais surgem terrenos com solos relativamente férteis, onde aparecem colinas que se estendem até o oceano. As planícies aluviais se formam a partir dos rios Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapicuri, de Contas, e Mucuri, que descem da região de planalto, enquanto o rio São Francisco atua na formação do vale do São Francisco, onde o solo apresenta formação calcária.
Um único recorte no litoral baiano, determina o surgimento do Recôncavo baiano, cuja superfície apresenta solo variado, sendo muito pouco fértil em algumas áreas, enquanto em outras a fertilidade é favorecida pela presença do solo massapê, formado por terras de origem argilosa.
Praia de Itapuã
Praia de Itapuã
Ao norte, o limite é o rio São Francisco, no município de Curaçá, divisa com Pernambuco. Sendo a latitude 8º 32' 00" e a longitude 39º 22' 49". Ao sul, o limite extremo é a Barra do Riacho Doce, no município de Mucuri, na divisa com o Espírito Santo. Sendo a latitude 18º 20' 07" e a longitude 39º 39' 48". No leste, o ponto extremo é a Barra do Rio Real, no município de Jandaíra, na divisa com o Oceano Atlântico. Sendo a latitude 11º 27' 07" e a longitude 37º 20' 37". O ponto extremo do oeste é o divisor de águas, no município de Formosa do Rio Preto, divisa com o Tocantins. Sendo a latitude 11º 17' 21" e a longitude 46º 36' 59".
Clima
Devido à sua latitude, o clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando temperaturas elevadas, em que as médias de temperatura anuais, em geral ultrapassam os 26°C, entretanto na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Contudo, no sertão, o clima é o semi-árido, em que os índices pluviométricos são bastantes baixos, sendo comum os longos períodos de seca.
Há dinstinções apenas quanto aos índices de precipitação em cada uma das diferentes regiões. Enquanto que no litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os 1.500 mm anuais, no sertão pode não chegar aos 500 mm anuais.
A estação das chuvas é irregular, consequentemente podendo falhar totalmente em certos anos, desencadeando a seca, que é mais marcante no interior, com exceção para região do vale do rio São Francisco.
Fitogeograficamente, possui três grandes formações vegetais: a caatinga, a vegetação predominante, a floresta tropical úmida e cerrado. A caatinga se localiza em toda a região norte, na área da depressão do São Francisco, e na serra do Espinhaço, deixando para o cerrado apenas a parte ocidental e para a floresta tropical úmida, o sudeste.
A floresta tropical úmida sofreu forte impacto da exploração antrópica, em que devastou-se madeiras de lei. Nesses locais, vem ocorrendo o reflorestamento com o eucalipto.
Museus
Alguns museus da Bahia são Museu Afro-Brasileiro, Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Memorial dos Governadores Bahia, Museu Carlos Costa Pinto, Museu Henriqueta Catharino, Fundação Casa de Jorge Amado e Museu Geográfico da Bahia. No interior do estado, destaca-se o Museu Histórico de Jequié, com um importante acervo sobre a história e cultura da região sudoeste.
Literatura
Os romances estão reduzidos a pequenos versos e trechos que lembram o período medieval. O romance de Juliana e Dr. Jorge, o Conde Alberto, o Bernal Francês e muitos outros. Existe uma literatura de cordel que continua a transmitir a tradição através da cantoria dos violeiros.
No período mais recente, temos uma Bahia pródiga de autores imortais, como Castro Alves, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro. Os dois últimos são autores excepcionais, de literatura fácil e rica de detalhes sobre a Bahia. São, ao mesmo tempo, radiografias da vida no estado.
Música
Nas últimas décadas, a Bahia tem sido um verdadeiro celeiro musical. Surgiram muitos artistas (músicos, instrumentistas, cantores, compositores e intérpretes) de grande influência no cenário musical nacional e internacional. Tendo a maior cidade das Américas durante muitos séculos, sua capital foi local dos nascimentos, a partir da influência africana, do samba de roda, seu filho samba, o lundu e outros tantos ritmos, movidos por atabaques, berimbaus, marimbas - espalhando-se pelo resto do Brasil, e ganhando o mundo.
Na Bahia nasceram expoentes brasileiros do samba, do pagode, do tropicalismo, do rock nacional, da bossa nova, deboxe, axé music e samba-reggae. Alguns dos pricipais nomes são Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé, É o Tchan!, Terra samba, Novos Baianos, Raul Seixas,Marcelo Nova, João Gilberto, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Luiz Caldas, Margareth Menezes, etc.
Carnaval
Foi no Carnaval que o baiano encontrou-se com o mundo. Em 1950, Dodô e Osmar inventam o Trio Elétrico, e atrás dele "só não vai quem já morreu".
Um novo cenário foi descortinado, revelando artistas e grupos musicais como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Asa de Águia, Margareth Menezes, Moraes Moreira, Luiz Caldas, Chiclete com Banana, entre outros.
O negro reconquista sua identidade e ganha força nos Filhos de Gandhi, o Olodum, e blocos como o Ilê Aiyê, que une música ao trabalho social.
Religião
O catolicismo é a religião dominante no estado, e também a primeira forma organizada de culto que se introduziu no país, desde a celebração da primeira missa no Brasil. Em Salvador foi erguida a primeira igreja em solo brasileiro, graças a Catarina Paraguaçu, onde hoje é o bairro da Graça. A capital baiana possui centenas de templos católicos, sendo a cidade a sede do governo católico no país, morada do Arcebispo Primaz. O padroeiro do estado é Senhor do Bonfim, cujo templo é alvo de adoração. Possui ainda centro de peregrinação de Bom Jesus da Lapa, alvo de romarias anuais. Possui ainda a Arquidiocese de Vitória da Conquista. Ressalta dentro do catolicismo as figuras das freiras Joana Angélica e Irmã Dulce.
O sincretismo, entretanto, com as religiões de origem africana, que na Bahia mais que em qualquer outra parte do país se mantiveram vivas, veio a misturar o candomblé com o catolicismo (como a Irmandade da Boa Morte e a Irmandade dos Homens Pretos) e outras variantes cristãs. Surgiu ali, então, religiões mistas, como o Cabula e a Umbanda. Sobressai, neste campo, a figura cultuada de Mãe Menininha do Gantois, e os terreiros como o Opo Afonjá, além de toda uma cultura que permeia as crenças do povo baiano.
Desde o início do século XX que a Bahia é palco de missões evangélicas protestantes, que redundaram na capital na fundação do Colégio Dois de Julho, e na presença de missionários como Henry John McCall. Hoje todo o estado testemunha o crescimento das múltiplas denominações cristãs.
Personalidades
A Bahia é o berço de personalidades nacionais e internacionais, tais como:
* O diplomata e advogado Ruy Barbosa, importante jurista brasileiro;
* O jurista Augusto Teixeira de Freitas, responsável por um dos esboços do código civil brasileiro que influenciou os códigos civis da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.
* O escritor Jorge Amado, que é um dos escritores com mais livros traduzidos no mundo.
* O poeta abolicionista Castro Alves, autor do poema O Navio Negreiro.
* O educador Anísio Teixeira, difusor dos pressupostos do movimento da Escola Nova.
* O cantor e compositor Dorival Caymmi.
Na pintura, destaca-se o famoso Mário Cravo com obras espalhadas pelo Brasil, além de Carybé, Sante Scaldaferri, Lucília Fraga, Prisciliano Silva e Mendonça Filho.
Na música, os exemplos mais conhecidos são João Gilberto (criador da Bossa Nova), Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Assis Valente, na MPB; Ivete Sangalo e Daniela Mercury no axé music; Raul Seixas, Pitty e Marcelo Nova no rock; era baiano Xisto Bahia, o primeiro cantor a ter sua obra gravada em disco no país, como também é da Bahia um dos maiores estudiosos de nossa música popular, Ricardo Cravo Albin.
Nos esportes, destacam-se Tony Kanaan (campeão da Formula Indy), Dida, o ex-goleiro da Seleção Brasileira de Futebol Masculino, Popó, pugilista campeão mundial em duas categorias do boxe, e Ricardo, formando dupla com Emanuel, conquistaram a inédita medalha de ouro nas Olimpíadas de Atenas-2004 no vôlei de praia.
Nas artes cênicas (teatro, cinema e televisão) estão importantes atores como Lázaro Ramos, Priscila Fantin, Wagner Moura, Regina Dourado, Giovanna Gold, Othon Bastos e o cineasta Glauber Rocha.
Dentre modelos, pode-se citar Adriana Lima e Ingra Liberato, esta última também atriz.
Na política, desde os tempos do Império, diversos baianos se destacaram no cenário nacional, como o Visconde do Rio Branco, Luís Viana, Cezar Zama, Antônio Carlos Magalhães, Newton Cardoso e o ex-presidente Itamar Franco, dentre outros tantos.
Na literatura é grande a contribuição cultural baiana, desde os inícios das letras no país, com Gregório de Matos e Frei Vicente do Salvador; Afrânio Peixoto, Dias Gomes, Luís Gama, Adonias Filho, João Ubaldo Ribeiro e muitos outros.
Na geografia, Teodoro Sampaio e Milton Santos revelam a genialidade baiana.
Etiquetas:
- Bahia,
- Salvador,
- pelourinho,
- baiana,
- acarajé,
- nordeste,
- beleza,
- paisagem,
- praia,
- areia,
- coqueiro,
- estado,
- capoeira,
- igreja,
- povo,
- beleza
Comentários sobre este mural
dinilson ferreira (nilson): 17/10/2008 | 15h 27min
LEGAL? LINDA BAHIA GOSTEI?
Ana Nunes (Nalu): 18/10/2008 | 20h 10min
Um lindo mural e ainda de "brinde" uma aula de Bahia!!!
Um abraço
Quer comentar este mural?
Crie uma conta no Pinuts.net ou faça login se você já for cadastrado no Pinuts!